quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quem se dá tem prá o que se deu
O texto antes da língua
A morte do vocabulário

Duas mãos pesadas paradas no ar
à espera de um beija-flor equivocado

Sorte a sua, man do gueto
Sorte a minha fome ser a mesma
O pão dos nossos sonhos
O meu amor tem um coração na mão
e todas as promessas do mundo a se despetalarem

1 comentários:

Daniela Delias disse...

Fui atrás daquela frase, poema a poema, e quando cheguei aqui acabei encontrando outros dois versos: "o texto antes da língua, a morte do vocabulário". É lindo porque eu escrevi ontem sobre o abismo que existe entre a palavra e o poema, o caminho que ela percorre até virar verso. Sabe aqueles dias em que chega a doer a vontade de escrever? Bjo, cada vez encontro mais de mim por aqui...