A injúria há de se transformar numa verdade
nas mil faces de cada palavra
E as palavras
empilhadas umas sobre as outras
se parecerão com versos
que no bafo quente
do rufar das asas de uma outra coisa muito mais bonita
ganharão a graça que precisarem
para se tornarem canto
No bico do pássaro que tu não foste
Graças a deus!
Anfíbio, réptil, humaninho
Não há de ser nada
Eu cresço em cima do teu abuso
Arbusto, erva, pólen que sou
Meu uso é retornável
No automático
o cérebro me leva
e o fígado me traz
Para B. F. de Oliveira
1 dia atrás

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